Conheça crônica de Zarfeg premiada no II Prêmio Literário Gonzaga de Carvalho

 

Por ItanhemFest

Zarfeg e o amigo e confrade Valdivino Pereira

 

A crônica "Valdivino Gentileza Pereira”, de autoria do poeta e jornalista itanheense Almir Zarfeg, acaba de ser premiada no II Prêmio Literário Gonzaga de Carvalho. O concurso literário é realizado pela Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) com os membros correspondentes. Zarfeg é membro correspondente da instituição na Bahia.

 

Zarfeg compartilhou a novidade na manhã desta terça-feira (22/8) em sua página pessoal no Facebook.

A entrega da premiação vai acontecer no dia 9 de dezembro (sábado), às 19h, em Sessão Especial realizada no plenário da Câmara Municipal de Teófilo Otoni.

 

"Desde já, todos estão convidados para a cerimônia de premiação”, disse Zarfeg, que é presidente da Academia Teixeirense de Letras (ATL).

 

Valdivino Pereira Ferreira, inspirador da crônica, é poeta, historiador e diretor do Projeto Resgate Memorial do Jequitinhonha, sediado na cidade de Turmalina (MG).

Os dois são amigos, parceiros e confrades. Zarfeg, inclusive, é embaixador do Projeto Resgate no extremo sul da Bahia.

 

Segue crônica na íntegra:

 

VALDIVINO "GENTILEZA” PEREIRA

Precisamos de alguém que, em vez de "por favor”, nos ensine a dizer "por gentileza”; em vez de "muito obrigado”, nos ensine a dizer "agradecidos”. Porque gentileza gera gentileza e ninguém é obrigado a fazer nada nesta vida.
 
Precisamos de um líder que nos ensine a ser gentis uns com os outros. Quem sabe, assim, a gente não consiga transformar este mundo vasto mundo no paraíso da gentileza?
 
Mais gentileza entre vendedor e cliente – que este, ao adentrar uma loja de calçados, por exemplo, peça àquele que, por gentileza, lhe mostre determinado calçado. E, mesmo após experimentar uma dezena de pares, o vendedor ainda diga, com a gentileza estampada no rosto, que está à disposição do cliente. Que, por fim, o negócio seja fechado e tanto vendedor quanto cliente se sintam agradecidos: aquele pela venda realizada, este pelo atendimento recebido.
 
Mais gentileza entre poder público e população – que esta, finalmente, encontre naquele um parceiro preparado e gentil, a quem possa dar as mãos e, juntos, seguir fortalecidos em direção ao respeito, à abundância e à igualdade sociais.
 
Mais gentileza entre professor e alunos – que estes respeitem aquele, e vice-versa. O professor não se sinta maior que seus alunos, os quais estão na sala de aula para aprender, sobretudo, a ser gentis. Afinal, gentileza gera gentileza.
 
Mais gentileza entre candidatos e eleitores – estes, por tudo que há de mais sagrado neste mundo, não se vendam àqueles. Em vez de se deixarem levar por mimos ou lábia, cobrem compromisso, projetos e coerência política daqueles. Porque, gentil ou não, o voto tem consequência.
 
Mais gentileza entre motoristas e transeuntes – os quais, antes de tudo, precisam ser educados, tolerantes e gentis uns com os outros no trânsito nosso de cada dia. Um pouco de bom senso não fará mal a ninguém.
 
Mais gentileza entre namorados – que, entre um "I love you” e outro, a aliança consensual da gentileza só não seja páreo para a flecha mítica e alcoviteira de Cupido, deus pagão do amor.
 
Mais gentileza entre o cronista e seus leitores – os quais, desde já, perdoem àquele os signos verbais faltos de inspiração, mas cheios de gentileza. Pois gentileza gera gentileza.
 
Mais gentileza entre os que partiram e os que ficaram – porque destes, minha gente, é o reino da gentileza.
 
Mais gentileza entre passado, presente e futuro e – também – à memória do Profeta Gentileza, que, tão prontamente, compartilhou conosco o princípio universal de que gentileza gera gentileza.
 
Mais gentileza entre ele, você e mim – nós que precisamos com urgência de um profeta gentileza... Aliás, pode ser um padre gentileza, um poeta gentileza ou um palhaço gentileza. Querem saber? Importa, sim, que seja a gentileza em forma de gente.



Notícia Postada em 22/08/2017
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