Após motim, oito internos são transferidos do presídio de Teixeira

 

De acordo com o Tenente Coronel Osíres Cardoso, diretor do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, oito internos que estariam envolvidos no motim da última sexta-feira, 30 de janeiro, já foram transferidos da unidade prisional. A direção do presídio continua o processo de apuração para identificar outros envolvidos; as imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas e o diretor instaurou um processo disciplinar. Um inquérito policial regular também foi instaurado pelo delegado chefe, Marcus Vinicius, que acompanhou toda movimentação de sexta-feira, inclusive tentando, juntamente com o diretor adjunto, Marcos Vinícius, estabelecer um diálogo com os presos, mas foi necessária a intervenção das forças de segurança da cidade: 13º Batalhão de Polícia Militar e suas Companhias, a Caema, Corpo de Bombeiros e agentes da Polícia Civil.

O motim aconteceu depois de uma discussão iniciada na quinta-feira, 30, porém, toda confusão começou durante o banho de sol, quando dois grupos distintos, formados por lideranças consideradas negativas, se encontraram no pavilhão B. O motivo do motim seria a disputa pelo poder do pátio, alguns internos estariam tentando impor novas regras que não foram aceitas pelo grupo rival. No dia, os agentes penitenciários estavam com parte do contingente paralisada por conta do descumprimento do termo de compromisso firmado em 2014, mas retomaram as atividades e também deram suporte na ação. O tumulto durou cerca de cinco horas, parte da lavanderia e cinco celas ficaram destruídas devido a depredação e o incêndio causado por queima de colchões. Doze internos ficaram feridos, metade precisou ser levada por ambulâncias do Samu para o Hospital Municipal, porém, apenas um deles permanece em recuperação. A direção ainda avalia os danos na estrutura. Na manhã desta terça-feira, 3, agentes realizavam uma operação no pátio para tentar localizar objetos que ainda estariam escondidos nas celas. Ainda de acordo com o Tenente Coronel Osíres, ao final da apuração poderá haver novas transferências por medida de segurança ou disciplinar. Osíres foi enfático ao dizer que a direção não permitirá a criação de facções dentro do presídio, “cada interno que participou do ato ocorrido na sexta-feira vai responder de acordo com seu grau de envolvimento, de forma disciplinar e criminalmente”, finalizou. Sulbahianews/Uinderlei Guimarães

Notícia Postada em 04/02/2015
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