Brasil joga mal e só empata contra Colômbia na estréia

fato é que, apesar do 0 a 0 no placar, os fãs locais não se esquivaram de gritar "olé" durante a partida contra uma seleção brasileira que pouco ameaçou os anfitriões

 

Pode ter sido a altitude de Bogotá (2640 m acima do nível do mar), a má condição de Robinho, o gramado pesado, em condições precárias - choveu forte horas antes do jogo -, a empolgação da Colômbia diante de sua torcida. O fato é que, apesar do 0 a 0 no placar, os fãs locais não se esquivaram de gritar "olé" durante a partida contra uma seleção brasileira que pouco ameaçou os anfitriões, terminou a partida com um exército de volantes e precisou de intervenções seguras de Júlio César para não ser batida pela primeira vez numa estréia nas eliminatórias sul-americanas. Com o empate sem gols, o Brasil de Dunga larga atrás de seus tradicionais adversários na corrida para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Tem um ponto, contra três de Uruguai e Argentina, que venceram em seus domínios Bolívia e Chile, respectivamente. Na quarta-feira, em seu reencontro com o Maracanã após sete anos, o Brasil tem contra o Equador a chance de reabilitação. O próximo adversário vem de derrota em casa contra a Venezuela, que caminha para se livrar do rótulo de saco de pancadas do continente. A chuva na capital colombiana atrasou o início do jogo em 45min. O apito estava previsto para as 19h (horário de Brasília). A situação não amenizou os ânimos da Colômbia, que dominou o Brasil do primeiro ao último minuto. A forte marcação do time da casa, somada à quase nenhuma mobilidade dos meias e atacantes do Brasil, garantiram uma jornada tranqüila para Agustin Julio. A inoperância generalizada do time de Dunga foi tamanha que o ponto a ser notado sobre os brasileiros no primeiro tempo foram seus nervos. Ou a falta deles. Foram três cartões amarelos. Na etapa final, a seleção completou a "quadra". Lúcio, o capitão do time, conseguiu ser punido logo aos dois minutos. O motivo? Reclamação. A razão fora uma falta marcada na esquerda, que por pouco não possibilitou à Colômbia abrir o placar - em jogada ensaiada, Falcao García, que era dúvida para começar o jogo, recebeu livre no meio da área, mas chutou para fora. Kaká e Júlio César se juntaram ao capitão no decorrer da etapa. Irritado com o árbitro Carlos Amarilla, o meia-atacante do Milan foi punido, assim como Lúcio, por reclamação. Já o goleiro levou seu cartão por tentar tirar o Brasil do sufoco colombiano - aos 43min, sua demora em recolocar a bola em jogo para acalmar o ânimo adversário foi interpretada como "cera". Se nessa foi punido, Júlio César já havia contribuído de maneira mais apropriada para segurar o ímpeto dos anfitritões. Fez boas defesas em dois cabeceios de Rentería. Aos 15min, em jogada pela esquerda, o atacante subiu sozinho e mandou a bola no ângulo - o goleiro da Inter de Milão mandou para escanteio. Aos 37min, enquanto o Brasil reclamava suposto pênalti em Vágner Love, Falcao recebeu lançamento pela direita, puxou contra-ataque e cruzou. Lúcio não conseguiu cortar. Rentería não pegou em cheio, mas acertou a direção. Júlio César, no entanto, defendeu. "Tá dificil jogar, o time deles tá fechado, e vem no contra-ataque. Vamos conversar para melhor no segundo tempo", disse o goleiro à TV Sportv. Com pouca movimentação ofensiva, o que isolava Vágner Love, o Brasil seguia a se notabilizar por reclamar do árbitro. Num desses episódios, a discussão foi um pênalti em Gilberto. Aos 12min, Robinho acionou o lateral que, dentro da área, passou por um adversário e foi derrubado. Amarilla, próximo ao lance, mandou seguir. "Temos que pôr mais pressão no segundo tempo", disse Ronaldinho à TV Sport ao término da primeira etapa. Mas o craque parecia falar sozinho. Pouco mudou após o intervalo. A Colômbia, empurrada pela torcida, pressionava. Já o Brasil atacava sem coordenação. E seguia a tomar cartões. Aos 16min, foi a vez de Gilberto Silva ser punido por entrada dura em Falcao. Então Dunga resolveu mexer no time. E sinalizou que o empate lhe parecia um bom resultado. Primeiro, aos 17min, o técnico sacou Robinho, que sentiu dores durante toda a semana, para a entrada de Júlio Baptista. Aos 24min, foi a vez de Vágner Love dar lugar a Josué. Assim, o meio-campo do Brasil era tomado por jogadores essencialmente marcadores - Josué, Mineiro e Gilberto Silva, com Júlio Baptista, Ronaldinho e Kaká se revezando entre a armação e o ataque. A ação não impediu a Colômbia de pressionar. O Brasil, nitidamente, tratou de se defender. Amarilla deu três minutos de acréscimos. Para a seleção, não precisava. COLÔMBIA Agustin Julio ; Zuñiga, Moreno, Mosquera e Velez; Castrillon (Grisales), Sanchez, Amaya e David Ferreira (Ramírez); Renteria e Falcao Garcia (Perea) Técnico: Jorge Luis Pinto BRASIL Júlio César Maicon, Juan, Lúcio e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Kaká (Afonso) e Ronaldinho Gaúcho; Robinho (Júlio Baptista) e Vágner Love (Josué) Técnico: Dunga Local estádio El Campín, em Bogotá (COL) Árbitro: Carlos Amarilla (PAR) Auxiliares: Manuel Bernal (PAR) e Amelio Andino (PAR) Cartões amarelos: Rentería (COL), Lúcio, Júlio César, Kaká e Gilberto Silva (BRA) Fonte:uol.com.br

Notícia Postada em 14/10/2007
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